Sinastria

 

Agora vamos aos assuntos mais específicos da Grande Obra da Astrologia. Começando com a Sinastria.


SINASTRIA : RELACIONAMENTOS NA ASTROLOGIA

Sinastria é a área da Astrologia que estuda os relacionamentos. Não apenas os relacionamentos amorosos ou os casamentos, mas também as parcerias profissionais, as amizades, a família e, até mesmo, as compatibilidades entre países e outras localidades.

Claro que, a cada 5 consultas de sinastria, 3 são voltadas à compatibilidade de casais, especialmente, durante as crises no casamento. Afinal, os relacionamentos que envolvem emoções e sensibilidade são os mais delicados. Nunca foi tão difícil conviver com as próprias emoções, pois a modernidade cobra resultados positivos e sucesso, mas as emoções.....”atrapalham”.

Quando não estamos satisfeitos com nossa situação familiar ou no nosso casamento, preferimos usar subterfúgios para não entrar em conflito ou ter que expor a insatisfação ou outras necessidades. Quando fazemos isto, começamos a acumular frustrações até nos sentirmos profundamente infelizes e culparmos o outro do possível fracasso na relação. Este é o caminho mais fácil, aparentemente, pois não precisamos nos expor, mas também é o mais destrutivo.

As crises nas relações são resultados de um desejo de permanência. Acreditamos que nada irá mudar, que o outro será o mesmo do tempo de namoro. Quando conhecemos alguém que será relevante para nossas vidas, estamos vivenciando um determinado ciclo planetário. Começamos a nos relacionar com pessoas intensas, magnéticas, que mudam completamente nossa vida quando estamos sob um trânsito de Plutão, especialmente sobre nossa Vênus natal ou o regente da sétima casa, cujos assuntos giram em torno dos relacionamentos, contatos, acordos e parcerias. Quando o ciclo envolve Netuno, temos a sensação de já termos conhecido aquela pessoa antes, em outra vida. Netuno produz uma percepção de sincronicidade nas relações, temos a nítida impressão de podermos contatar esta pessoa através da telepatia. Urano nos traz pessoas diferentes das usuais que oferecem uma nova visão de mundo. Rompem com tradições, padrões e nos trazem novidades em todos os sentidos. Entretanto, a dinâmica da Natureza também se estende a todo o Universo. Os ciclos acabam, outros começam e, com o passar dos anos, não reconhecemos mais o propósito do relacionamento em que nos encontramos. Cada microcosmo ou cada indivíduo evolui espiritualmente conforme seus colapsos de ondas de possibilidade proporcionadas pelos ciclos planetários. Mas as escolhas devem ser de cada indivíduo, o que significa que, o colapso de onda unido à decisão consciente resulta no salto quântico evolutivo.

Sob o ponto de vista da Astrologia, não existem “almas gêmeas” ou “viveram felizes para sempre”. O encontro de duas almas tem um propósito fundamentalmente evolutivo revelado pelo(s) astro(s) transaturnino(s) em cujo ciclo iniciou-se a relação (Urano, Netuno e Plutão). E onde fica o romantismo? A paixão ? O amor? Ao fazermos a comparação entre mapas natais na Sinastria, podemos perceber e analisar os inúmeros aspectos cruzados, ou seja, o contato entre Vênus de um com o Marte de outro que ocasiona a atração imediata; os aspectos entre o Sol de um com a Lua de outro que causa o sentimento de conforto, cumplicidade e familiaridade e, assim por diante. Cada um destes aspectos cruzados entre os mapas define uma face do relacionamento. Claro que não existem apenas aspectos fluentes, apaixonantes e confortáveis. Existem os desafiadores e limitadores, que devem ser observados e reconhecidos durante a análise a fim de descobrir as melhores estratégias de como lidar com eles. O contato tenso entre Marte e Mercúrio, por exemplo, orienta para evitar-se ao máximo as discussões e brigas, por causa de um “curto-circuito” que incapacita a clareza na comunicação durante discussões e induz à agressividade ou às reações impulsivas.

A compatibilidade entre os ascendentes é o único fator comum na maioria dos relacionamentos e parcerias. Por ser um “portal” de nosso universo interior, o ascendente faz o papel de persona ou máscara que nos protege e, ao mesmo tempo, age como um cartão de visitas. Por isto que sentimos simpatia ou antipatia instantânea em um primeiro contato com as pessoas, que pode ou não evoluir para uma relação mais profunda conforme a compatibilidade de elementos além do ascendente.

A Sinastria ajuda o casal nestes reconhecimentos e no enfrentamento dos ciclos futuros. Prevenir crises é o melhor remédio e a Astrologia oferece esta prevenção.

Todos já ouviram falar da “crise dos 7 anos”. A data do casamento também é importante na Sinastria. O casamento ou o momento formal da união é um evento e, como tal, possui data, horário e local de ocorrência. Desta maneira, este evento também sofre ciclos e, a cada 7 anos, nos deparamos com os ciclos saturninos que testam o relacionamento para ultrapassar limites, problemas, crises e se tornar mais maduro e estruturado. Resistir a este novo nível no relacionamento é o que causa as rupturas. Por isto que não existe permanência em um relacionamento, mas adaptação e compreensão dos ciclos entre os participantes. A busca pela “alma gêmea” só irá fazer sentido se o entendimento e a aceitação dos ciclos e mudanças tornarem-se fontes para a felicidade mútua. Em outras palavras, a “alma gêmea” apenas existe como possibilidade e incerteza até ela ser criada através de nossas escolhas. E podemos criar infinitas “almas gêmeas” estando em um mesmo relacionamento, observando e compreendendo os ciclos planetários evolutivos do outro e de si mesmo.

Obrigada pela leitura e compartilhamento.


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