Morte, Renascimento e Transmutação : Lua Nova em Escorpião


Informativo Semanal 

Em 13/11/23 às 06:27, horário de Brasília

Período: de 13 a 19/11/2023


O encontro dos luminares em um signo ressalta seu arquétipo integral, pois a cada lua nova temos a oportunidade de interiorização e de reflexão sobre os significados e possibilidades do mesmo, pois o objetivo (Sol) e o subjetivo (Lua) estão unidos sob o mesmo padrão energético. Para esta reflexão, creio que nada mais seria tão perfeito do que a conexão com a imagem tão inspirada do arcano maior de número 13, “Morte”, do Tarot criado pelo mago Aleister Crowley e pela artista plástica Frida Harris. Nele, percebe-se o ensinamento evolutivo do arquétipo escorpiônico em 3 fases:

  • 1ª fase: o escorpião e as flores mortas na base da carta – representa a desarmonia do signo de Escorpião quando revela seu “ponto cego”, ou seja, a sombra de seu signo complementar, Touro, que é o apego ao mundo manifesto ou material. Além do apego, a autodestruição também é característica desarmônica deste signo, lembrando que o animal aplica em si o próprio veneno diante de qualquer ameaça.
  • 2ª fase : o peixe erguendo uma serpente – aqui aparece outro arquétipo relativo ao signo de Peixes. Ambos os signos são atribuídos ao elemento Água (emoções, sensibilidade e sentimentos), no entanto, Peixes é de modalidade Mutável e, Escorpião, Fixa. O auxílio sutil e intuitivo de Peixes, que se adapta mais facilmente às circunstâncias e às mudanças, é fundamental na transformação da serpente, outro animal arquetipicamente atribuído a Escorpião.
  • 3ª fase : a fênix sobre a cabeça (chacra coronário) da Morte – finalmente, o caminho evolutivo de Escorpião chegou ao seu auge como o pássaro mítico que se transforma em cinzas e renasce. Ao contrário do escorpião e da serpente, o pássaro representa o desapego e a independência das circunstâncias terrenas ou materiais.

Conclusão: quando nos aprofundamos no arquétipo essencial de cada elemento astrológico, compreendemos sua história e filosofia e não nos debatemos com tabus ou preconceitos ligados a ele como o “número do azar” (arcano 13) ou o tema tarológico (Morte). Os preconceitos e o “mal” ligados ao signo de Escorpião são frutos do medo do desconhecido, ou seja, da morte em si ou de outras “mortes” que são as mudanças e perdas inevitáveis no mundo manifesto.

Mas por que tanto medo da única certeza da vida? Na minha experiência em consultório, percebo em muitos clientes a ansiedade renitente em saber o futuro. Muitos já compreenderam que os ciclos planetários nos orientam, nos desafiam e nos impulsionam para o salto quântico evolutivo. Caso ainda não perceberam, não estamos neste lindo planeta de passagem e nossos nascimentos não foram por mero acaso. Quanto mais observamos as sincronicidades universais e particulares, mais percebemos como tudo está conectado, não havendo situações aleatórias. E, a cada momento, criamos um novo caminho neste multiverso existencial a cada escolha que fazemos como consequência do nosso livre arbítrio. Portanto, quanto mais nos conhecemos, quanto mais deciframos os enigmas que nosso mapa astrológico traz, mais obtemos a liberdade de fazer escolhas em sintonia com o universo e o multiverso à nossa volta. Querer "saber o futuro" é negar a possibilidade do livre-arbítrio e fechar as portas do autoconhecimento. Claro, é muito mais fácil ter uma astróloga que diz tim-tim por tim-tim o que vai acontecer em seu futuro, mas isto não passa de manipulação. Não apenas profissionais da área do autoconhecimento podem ser manipuladores, mas quando um médico ou psiquiatra rotula sua doença com algum nome tirado do polpudo e inconstante CID (código internacional de doenças), sua sensibilidade é poderosa o suficiente para se identificar com a tal doença e isto é péssimo. Você acaba de se enraizar em um determinismo sem questionar, apenas aceitando um rótulo. Desta forma, quando algo acontece, sua justificativa é 'é que eu tenho transtorno X' . A linguagem é tão determinante que, a partir do momento que você se identifica com o tal transtorno ou com algum aspecto maligno planetário, não muda, não encontra saída. 

Aceitar as perdas, mortes, mudanças e a incerteza advinda deste turbilhão da onda de possibilidades pode significar uma dor enorme, mas encaminha a alma humana para novas etapas de crescimento. Parece confortável iludir-se com um futuro programado ou com rótulos e identificações deterministas, mas a dor é ainda maior quando percebemos drasticamente que abandonamos nossa Vontade para viver na dependência dos comandos dos outros tal qual um barco à deriva.

Práticas sugeridas: O chacra raiz ou muladhara, que é conectado às nossas glândulas sexuais, e ao término do sistema excretor e da coluna vertebral, funciona harmonicamente quando não tememos, reprimimos nossos instintos e não nos apegamos a situações e pessoas. Em desarmonia, pode-se desenvolver obsessões e atitudes destrutivas. Aproveite esta lunação para equilibrar este chacra da seguinte forma: deite-se com a planta dos pés voltadas para o oeste (pôr do Sol) e posicione uma obsidiana no chacra raiz, perto dos genitais durante 15 minutos. A força instintiva é primordial na nossa tomada de decisões sem as dualidades ou dúvidas que brotam em nossas mentes.

Calendário biodinâmico: Dia 13/11 : transplantes de mudas para o canteiro; De 14 a 16/11: plantio e semeadura de árvores frutíferas, sálvia, noz moscada, cedro, oliveira, boldo, carqueja; De 17 a 19/11: colheita de raízes, rizomas, tubérculos e bulbos.


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