Benedictus Spinoza

 


Baruch Spinoza, ou Benedictus Spinoza depois da excomunhão, é meu filósofo favorito e hoje é sua Revolução Solar, mesmo que celebrada em outra dimensão. Ele nasceu em 24/11/1632 em Amsterdã e, mesmo sendo impossível conhecer o horário de seu nascimento, pode-se extrair muitas características de seu temperamento singular que projetou suas obras.

Ele nasceu com quatro astros em Sagitário: além do Sol, Vênus, Marte e Saturno e, a combinação entre eles o tornou um dos grandes sábios da História da Humanidade. Explicarei.

A conjunção entre o Sol e Saturno em Sagitário representa um espírito questionador das leis e dogmas vigentes. De família judia, o pai comerciante tentou em vão fazer com que seu filho seguisse seus passos, mas Spinoza começou a se interessar desde cedo por Filosofia e Matemática. Estudando latim e não hebraico, além de sua visão crítica sobre a religião de sua comunidade, envolveu-se desde cedo em alguns conflitos até culminar em sua excomunhão. Ora, da mesma forma que Saturno conjunto ao Sol o levava ao questionamento e à percepção dos limites que o pai e as demais autoridades infligiram à sua alma, a conjunção entre Marte e Vênus em Sagitário – os mais famosos amantes da mitologia greco-romana – o dotaram de uma enorme e ilimitada paixão pelo conhecimento e pela liberdade! Estas duas conjunções em Sagitário impulsionaram seu espírito desbravador a conclusões que, na época, eram tomadas como grande heresia por parte da comunidade judaica e, por outro lado, não obtiveram grande repercussão no meio filosófico devido à sua originalidade.

Sua excomunhão em 27/7/1656, expulsão da comunidade judaica e consequente perseguição fizeram com que ele deixasse Amsterdã. Plutão em Gêmeos fazia oposição à dupla apaixonada Marte e Vênus em Sagitário e, como se isto não bastasse, Saturno em Virgem, por sua vez, fazia quadratura à mesma (vide gráfico). Foi um período difícil para Spinoza, assim como para todo aquele que questiona determinismos e crenças. Mudando de uma província holandesa para outra, polindo lentes para sobreviver, Spinoza nunca perdeu o espírito questionador e escreveu obras espetaculares como a Ética, que só tiveram reconhecimento séculos depois de sua publicação.

O que me chamou à atenção para sua Ética de cinco volumes foi sua definição de Deus como Substância de infinitos atributos, que se assemelha à teoria quântica. Em outras palavras, esta Substância, que se encontra em toda a parte da Natureza, além de aproximar-se das definições de monismo e panteísmo, tem paralelo com o quantum, ou a menor partícula cujo comportamento varia entre matéria e energia, além de estar em toda a parte, não deixando espaços vazios ou sem significado. Deus abrangeria, portanto, toda a matéria e energia manifestada. Aqui cabe uma ponderação sobre outra configuração do mapa natal de Spinoza. Urano nos últimos graus de Virgem fazia sextis à dupla Sol e Saturno: aspectos muito peculiares, uma vez que a originalidade criativa de Urano é submetida à sistematização metodológica virginiana na geração que priorizou o racionalismo pela primeira vez. Por sua vez, os aspectos de Urano ao Sol e a Saturno em Sagitário inserem esta criatividade organizada tanto na personalidade, visão de mundo, alma, quanto no inerente aprofundamento em seu trabalho. Estas características peculiares são evidentes em sua obra póstuma Ética. Mas, eu não fui a primeira a perceber isto, obviamente. O professor Roberto Leon Ponczek em seu livro “Deus ou seja A Natureza” percebeu a grande influência de Spinoza nos novos paradigmas da Física e sobre Einstein, que adotou a definição de Deus deste grande filósofo. O livro de Ponczek foi o guia para meu TCC na pós em Filosofia “Um Paralelo entre a Ética de Bento de Espinosa, a Filosofia Oriental e a Teoria Quântica.” Quem quiser ler, é só pedir. Infelizmente, Spinoza faleceu em 1677 por complicações relacionadas à tuberculose que se agravou devido a seu ofício como polidor de lentes.


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