Astrologia e Homeopatia - Thuya occidentalis e a Culpa


Conhecida como cedro branco, cipreste ou 'árvore da vida' (arbor vitae), pertence à família das coníferas, originária da América do Norte, cujas folhas permanecem sempre verdes. No Brasil, ela é encontrada em cercas vivas, principalmente, em cemitérios.


Similitudes e Sincronicidades:

Thuya é um medicamento homeopático de relativa complexidade. São milhares de sintomas relatados em matérias médicas respeitáveis. Por isto é importante conhecê-lo dentro do contexto miasmático.

Os miasmas definidos pela Homeopatia clássica são classificações das doenças levando-se em conta suas origens e evoluções ao longo da História. Hahnemann definiu os miasmas a partir da observação das doenças crônicas, que eram recorrentes devido à supressão de possíveis sintomas mentais e até espirituais. Os miasmas podem ser considerados a partir das heranças morfogenéticas dos problemas de saúde físico, emocional, energético e mental.

Um indivíduo pensa que está curado porque as manifestações exteriores desapareceram, mas a doenças progridem no interior.” James Tyler Kent

A personalidade Thuya manifesta o miasma chamado sicose:

O gênio de Thuya exprime-se no seu possante poder sicógeno, produtor de figos e verrugas. Ele corresponde ao quadro clínico da sicose crônica, de origem gonorreica ou vacinal, adquirido ou hereditário, com suas manifestações hidrogenoides catarrais espessas, suas hipertrofias do tecido linfoide (...)” Henry Duprat

Em suma, a sicose representa o acúmulo de elementos tóxicos no organismo, seja de origem física ou mental, que formam excrescências como papilomas, pólipos etc. Estas excrescências são resultado da degeneração de células que reagem na neutralização de toxinas formando um aglomerado que, em casos últimos, podem produzir tumores malignos.

A sicose em Thuya não apenas representa o acúmulo de toxinas, mas também a obesidade, o acúmulo de pensamentos repetitivos e obsessivos, devido a sua personalidade controladora. O indivíduo Thuya é isolado, teme a intimidade, pois sente culpa dos segredos que guarda. Seu excesso de controle e de meticulosidade analítica gera uma 'pseudo couraça' que supostamente o protege contra qualquer situação em que corre o risco de perder o controle e a racionalidade. Por isto que sofre com o embotamento emocional, pois as emoções provocam reações fora de controle. Além disto, também pode apresentar transtornos de humores com retenção de líquidos, problemas de circulação sanguínea, inclusive o comprometimento do equilíbrio de líquidos intra e extracelulares. Lembrem-se que as emoções e o elemento Água têm sua correspondência arquetípica no mundo espiritual.

É importante salientar que, de acordo com a afirmação de Kent acima, enquanto a alopatia preocupa-se com a doença tópica, ou seja, em curar as manifestações dos pólipos e verrugas nas regiões cutaneomucosas, a homeopatia processa a cura em todos os corpos de manifestação do ser humano e seu sistema de cura direciona-se de dentro para fora. “Dentro” pode ser considerado como as profundezas da alma do ser. A personalidade Thuya opta pela análise intelectual, pelo entendimento racional, evitando a compreensão de seu inconsciente ou sua face oculta:

Confronto com seu próprio lado obscuro, ataques contra seu caráter impecável. Reconhecimento de suas próprias raízes mágicas. A remissão se dá por meio do reconhecimento de seu lado sombrio, tratar os mundos internos obscuros com métodos “obscuros” (homeopaticamente).” Rüdiger Dahlke

O processo sicótico, supressivo e controlador de Thuya conecta-se diretamente a Plutão, astro que, se mal assimilado no autoconhecimento, provoca todo tipo de formações tumorais, abcessos, cistos, pólipos que nada mais são do que acúmulos energéticos que não encontram vazão pois estão suprimidos, estagnados e controlados.

O indivíduo oculta dos demais os seus planos; ambiciona ser o melhor, o maior. Por isto, precisa controlar todos à sua volta. Sua mente torna-se controladora e rígida, cheia de normas, do senso de dever.” Eliete M. Fagundes

Plutão é um astro transaturnino e geracional, no entanto, seus aspectos e localização por casa no nosso mapa natal indica onde devemos praticar o desapego, deixar a energia e as situações daquela casa fluírem, desatar nós nos astros aos quais faz aspectos, evitando-se assim qualquer tipo de estagnação do processo natural de mudanças e outras transmutações. Ao longo de nossa vida, especialmente, entre os 34 e 40 anos, passamos por um importante ciclo plutoniano que exige este desapego e a compreensão intuitiva da eterna mudança e dos ciclos de morte e renascimento. Não é fácil lidar com Plutão por meio da pura racionalidade, mas sua natureza instintiva e dionisíaca exige que nos aprofundemos no nosso lado obscuro e nos sentimentos mais profundos, brutos ou lascivos que podem nos ter levado ao sentimento de culpa. Agindo por meio de nosso inconsciente, Plutão revela seus desafios e aprendizados de forma lenta e sutilíssima.

A culpa miasmática é ligada ao pecado original e a transição sicótica tenta encobri-la, mascará-la como se fosse um segredo obscuro. Daí a formação de excrescências. A título de curiosidade sincrônica, grande parte das verrugas parecem couve-flores, mesmo formato da explosão da bomba atômica, a implosão plutoniana.

A culpa, a exclusividade racional e os sintomas da supressão conduzem o indivíduo à dicotomia entre corpo e alma. Em outras palavras, ao contrário da “árvore da vida” que estende-se das profundezas da terra com suas raízes até o alto do céu, este indivíduo tem uma visão dual e não integral de sua natureza racional e intuitiva. Ora é totalmente voltado para os fins intelectuais do mundo manifesto, ora é fanático em suas convicções. Interessante observar que a Árvore da Vida na sistematização cabalística remete ao fluxo criacionista ou evolucionário, dependendo da direção energética. Entretanto, é um fluxo contínuo, integral e ininterrupto.

Por ser um medicamento que representa o fundamento da sicose, Thuya pode mudar as condições de controle e supressão mental, energética e física para dar ensejo a outro tratamento ou terapia. Quando o indivíduo está em um estado tão rígido que nada o faz ceder ou voltar à dinâmica do fluxo contínuo da vida, Thuya retoma esta mobilidade preparando-o para novas etapas terapêuticas.

No sistema floral de Saint Germain, “Tuia” é o floral voltado àqueles cuja culpa inconsciente dos seus pecados fizeram com que se afastassem de sua Luz interna.


 

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