Orientações para o período de 17/2 a 18/3/2026

O Arcano Maior 17 do Tarot de Thoth é regido por Aquário. A figura feminina sinuosa representa a deusa egípcia Nuit, a 'Lady of the Stars' ou Via-Láctea, que nutre e envolve nosso mundo sublunar.Na mitologia grega, é Ganimedes que derrama o líquido de sua ânfora nas taças dos deuses, mas Nuit distribui seu néctar ou leite celestial a todos os seres viventes abaixo da abóbada celeste. As taças dourada e prateada demonstram o fluxo contínuo e infinito de Vida que o movimento espiralado do Cosmos promove. Vênus, o astro da beleza e do Amor é representado pela estrela de 7 pontas e pelo globo ao fundo da carta. Esta carta sugere o renascimento, a esperança e a infinita criação de almas após o aniquilamento do Arcano 16, a Torre.


 

O período começa com a Lua Nova em Aquário (17/2 às 09h01 BSB)

O encontro entre os luminares se dará nos últimos graus do signo de Aquário no momento exato da quadratura com Urano, também nos últimos graus de Touro. A quadratura entre astros em signos de modalidade Fixo é o aspecto mais tenso, pois sugere uma rigidez muito difícil de ser dissolvida sem “choro e ranger de dentes”. Este aspecto ainda adquire mais relevância, quando consideramos que Urano é regente de Aquário, onde estão transitando Sol e Lua. Esta tensão é um alerta sutil durante a escuridão e a introspecção da Lua Nova no sentido de romper com amarras e prisões que são criadas na superfície da nossa consciência ou do nosso ego. Após a assimilação da aniquilação da Torre, arcano 16, chegou a hora de reiniciar a criatividade com o entendimento da liberdade inerente ao arquétipo aquariano.


Sol em Peixes (18/2 às 12h51)


Conjunção de Netuno e Saturno em Áries (20 e 21 de fevereiro)


Quarto-crescente em Gêmeos (24/2 às 9h27)

A renovação do aspecto uraniano durante a fase nova, começa a adquirir o estímulo da curiosidade típica da Lua em Gêmeos. A busca por intelectos renovados é propícia durante essa crescente, além da busca por conhecimentos que se alinhem com Mercúrio neste momento: intuitivo e sensitivo no signo de Peixes, aberto a novos paradigmas e tecnologias recebendo um sêxtil de Urano, mas poético e belo em sua conjunção com Vênus, também em Peixes. A arte transcendental, a fotografia e o cinema serão beneficiados nesta fase.


Marte em Peixes (02/3 às 11h30)

Será objeto de artigo específico.


Lua Cheia em Virgem (03/03 às 08h37)

O plenilúnio formado entre o Sol em Peixes e a Lua em Virgem ativa o eixo da IMANÊNCIA (Virgem) – TRANSCENDÊNCIA (Peixes).

No dia a dia, testemunhamos o embate entre a ciência e a espiritualidade enquanto agentes do status quo se esforçam para continuar cavando o abismo entre elas. Muitos dizem que a filosofia quântica é besteirol da auto-ajuda, mas não se aprofundam neste conhecimento sistematizado por cientistas do quilate de David Bohm, Fritjof Capra, Amit Goswami e Rupert Sheldrake. Outros sustentam a “fé cega e a faca amolada” se rendendo a auto-denominados mestres, gurus, xamãs e receitas prontas para a iluminação e a felicidade, defendendo dogmas sem questionamentos. Estas são as consequências dos extremos no movimento pendular entre os atributos transcendentes de Peixes e dos racionais de Virgem. Espiritualidade não é religião. Peixes não condiz com as normas e tabus religiosos pois, como demonstrado no livro “Aion ou o Conhecimento de Si Mesmo” de C.G. Jung, o simbolismo de Peixes pertence ao arquétipo do inconsciente coletivo, onde não existem regras nem julgamentos, mas o contato direto com as possibilidades quânticas. Por isto que, enxergar Peixes e Virgem como parte de um todo, onde as percepções espiritualistas piscianas devem ser objeto da análise metodológica virginiana torna-se essencial para o fim do abismo entre a imanência e a transcendência. No momento em que entendemos profundamente a filosofia quântica, começamos a remover as restrições dogmáticas tanto religiosas como científicas, e podemos até desenvolver uma análise crítica quanto à astrodiagnose e às centenas de práticas terapêuticas holísticas.


Quarto-minguante em Sagitário (11/3 às 6h38)

O esclarecimento analítico do plenilúnio em Virgem revela pormenores detalhados e falhas na exposição das crenças supérfluas. Práticas terapêuticas rasas e a promoção de falsos “gurus” no fast-food das redes sociais tornam-se ineficazes: o “barato que sai caro”. A minguante em Sagitário convida à perda de entusiasmo e confiança em assuntos que não resultam em Verdade. A expansão do elemento Fogo de Sagitário se depara com barreiras da lógica e do discernimento. O impulso em busca de novidades e promessas inefáveis cai por terra.

Vênus em Áries em conjunção com Netuno pode se apegar às paixões inefáveis e correr atrás do novo. Este “novo” tem fundamento? Trata-se do nascimento de um novo amor ou uma paixão temporária? Plutão em Aquário realiza um sêxtil com Vênus ressaltando o intelecto como preventivo contra a fuga do real em detrimento do foco no “aqui e agora”.


Calendário biodinâmico:

Dia 17/2: plantio ou semeadura de arruda e açafrão-da-terra; De 18 a 19/2: plantio ou semeadura de babosa, erva-cidreira, cânfora, losna, artemísia, capim-santo, lúpulo; De 20 a 21/2: plantio ou semeadura de arruda, pimentas, coentro, malva, manjericão, capuchinha, jasmim, alcachofra; De 22 a 23/2: colheita de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos; De 24 a 26/2: adubação dos canteiros; De 27 a 28/2: plantio e colheita de folhas e frutos; De 1 a 2/3: colheita e beneficiamento de cítricos, camomila, calêndula, girassóis, alecrim, açafrão, citronela, limonete; De 3 a 4/3: colheita e beneficiamento de salsa, hortelãs, alfazema, manjerona, orégano, funcho, canela, narciso, erva-de-gato; De 5 a 07/3: podas com mais produção de biomassa para adubação verde, corte de madeira para lenha, aplicação de biofertilizante; De 08 a 9/3: transplantes de mudas para canteiros definitivos; De 10 a 12/3: podas para produção de matéria seca; De 13 a 14/3: plantio de raízes, rizomas, tubérculos, bulbos; De 15 a 16/3: plantio ou semeadura de babosa, erva-cidreira, cânfora, losna, artemísia, capim-santo, lúpulo.


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