Marte em Áries

Marte ingressa em Áries unindo-se a Netuno e Saturno neste signo cujo arquétipo encontra-se em evidência atualmente devido aos conflitos intensos e extensos no Oriente Médio. Qualquer guerra é vista como ocorrência negativa e a humanidade nunca teve grandes períodos sem conflitos em algum lugar do mundo. Por outro lado, se vários países não tivessem se engajado e virado o jogo como aliados contra o eixo Alemanha-Itália-Japão tornando o conflito mundial, as ideologias racistas e antissemitas teriam se tornado dominantes. Guerras são caóticas, violentas e terríveis, mas a força necessária para deter ideologias como o nacional socialismo deve ser maior para impor limites. A máxima “em briga de marido e mulher não se mete a colher” caiu por terra justamente para reprimir a violência contra a mulher, ou seja, a “colher” deve ser metida em uma proporção até maior para que a briga não resulte em tragédias.

Portanto, a “paz” nem sempre é doce e fofinha. Todos sabem da situação degradante das iranianas que são tratadas como seres inferiores pelo islamismo. Pela causa delas e pelo fim da teocracia dos aiatolás, muitos manifestantes iranianos foram executados em praça pública, dentre eles, um esportista famoso e um estudante. Não “meter a colher” neste show de horrores é pior do que virar as costas para um espancamento. Marte chega em Áries, seu domicílio mais explosivo, tornando-se o agente catalisador das forças que rompem um status quo estabelecido e rígido como é toda e qualquer tirania doméstica ou mundial. Ele é a mais pura coragem de um gladiador frente à morte, altamente competitivo, veloz e energético. É a espada que rompe as cordas que sustentam as marionetes da mentira. Tem o poder de ferir mortalmente o leviatã que controla o poder conforme as próprias regalias.

Na Árvore da Vida, Marte rege a esfera Geburah e o Caminho do arcano maior A Torre. Estes elementos na Árvore são de ruptura. Geburah rompe a estrutura de Gedulah inserindo mobilidade, pois nada na vida é rijo e inerte a ponto de existir sem uma mudança. O zigoto, começo da vida, quebra-se para novas formações a nível celular. Estrelas implodem. Não há manutenção eterna do poder, principalmente, em situações mórbidas e doentias. Marte é a cura para qualquer estagnação. Na visão ortodoxa, a Sephirah Geburah sofre preconceitos pois, ao contrário da Sephirah oposta, Gedulah, cujo significado é misericórdia e doçura, sua premissa é severidade e força chegando a ser rotulada como uma espécie de “morada” do mal. Concomitantemente, Marte na Astrologia medieval também é considerado o “pequeno maléfico”. A ortodoxia, ao lado de todas as instituições sólidas e resistentes, não se sentem muito bem com rupturas de suas estruturas de poder. Em Gedulah, esfera regida por Júpiter, o poder tende a crescer e se multiplicar unidirecionalmente sem limites. Isto precisa ser rompido pela esfera de Geburah, mesmo debaixo de choro e ranger de dentes.

Geburah ou Marte é Arjuna inspirado por Krishna e pronto para combater seus parentes e proteger os interesses de seu povo e de sua nação. Dion Fortune menciona a finalização da fase Gedulah na Inglaterra em 1935 e profetiza o início da severidade de Geburah que substituiu o excesso de humanitarismo. Há momentos em que a paciência se torna fraqueza, a misericórdia se torna loucura, perdendo o contato com a realidade, e expõe o inocente ao perigo.

Marte em Áries em pleno equilíbrio e evolução tem autocontrole, pois enfrentou bloqueios, conflitos, guerras e destruições. Em desequilíbrio, torna-se tirano e autoritário.

Nos dias 15 e 16 de abril, um stellium se formará no signo de Áries. Além de Netuno, Saturno, Sol e Marte, Lua e Mercúrio juntam-se e intensificam a ressonância da ação corajosa e do impulso criativo. Se você tem algum astro nos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) procure agir com cautela e muito discernimento nestes dias.

 



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