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ENTRE O PASSADO E O FUTURO

Informativo Semanal Templo de Minerva

Lua Cheia em Câncer (02/01/17 às 00:24, horário de verão em Brasília)
Período: de 02 a 08/01/2018

Este plenilúnio que envolve o eixo entre os signos complementares Câncer (Lua) e Capricórnio (Sol) no começo de um ano civil, me remete à belíssima figura da Rainha de Ouros do Tarot de Crowley. Sua essência está conectada à realização plena de suas metas no plano físico, mas ainda olha para trás onde um rio sinuoso representa suas lembranças do passado. Esta é a imagem perfeita da conexão entre o passado (Câncer) e o futuro (Capricórnio), pois a Rainha conseguiu o poder de enfrentar qualquer desafio por meio de sua experiência e criatividade. Continue lendo

O Muro da Intolerância

Informativo Semanal de 12 a 18/1/2017 : Lua cheia em Câncer (12/1/17 às 09:34, horário de verão em Brasília)
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O Muro da Intolerância

Gosto de lembrar que, em toda fase de lua cheia, forma-se uma polaridade entre os signos do Sol e da Lua. No entanto, esta polaridade não significa divisão ou separação, mas complementaridade. No caso da lua cheia em Câncer, a polaridade envolvida é entre os signos de Capricórnio (Sol) e Câncer (Lua). Este eixo representa o arquétipo do tempo: o passado familiar e acolhedor de Câncer com a contrução de um futuro desconhecido, que deve ser alcançado com persistência e responsabilidade.

Uma frase que ouvi em um dos cursos do físico Amit Goswami, nunca me saiu da cabeça: “Todo arquétipo é bom”. De fato, não há como classificar arquétipos, pois eles são modelos e atributos da vida na Terra. Entretanto, o caos da mente arrogante da civilização faz emergir a “sombra” dos arquétipos. Às vésperas da lua cheia, no discurso do presidente eleito para os EUA, por exemplo, há várias manifestações de uma espécie de retrocesso, de “aberração temporal” com suas ideias xenófobas. Seu repúdio aos imigrantes é totalmente ignorante, uma vez que, nas Américas, praticamente todos são imigrantes ou descendentes, menos os indígenas que já habitavam o Novo Mundo. Esta “sombra” do arquétipo canceriano é evidente e estendida pelo fato de os EUA terem nascido sob o este signo (4/7/1776). em outra palavras, valores como tradição, família e propriedade serão muros que refletem uma necessidade de proteção, territorialidade, que unem-se à “sombra” capricorniana do medo da perda destes mesmos valores.

O avanço da liberdade, igualdade e fraternidade prometidos pela Era de Aquário tão esperada foi bloqueado e limitado. Enquanto em 1989 admirávamos a derrubada do muro de Berlim, outro ícone do preconceito e intolerância do pós-guerra, o século XXI traz severas marcas de intolerância, radicalismo e separativismo. Mais uma prova de que a humanidade como um todo precisa optar pelos valores da Era de Aquário como nos ensina a teoria quântica. Caso contrário, as crises que estamos vivenciando poderão aumentar em progressão geométrica, especialmente a partir de 2020 quando vivenciaremos um ciclo peculiar de conjunção entre Plutão e Saturno. Sabemos que, nas nossas experiências pessoais, resistir às mudanças naturais e plutonianas torna as perdas e a auto-destruição sementes de um desequilíbrio vital, mental, emocional e físico. A humanidade precisa se integrar de tal forma que não hajam fronteiras, raças, religiões ou qualquer outra diferença. Já estamos vivenciando as consequências catastróficas por causa da sua desconexão com a Natureza! O Iluminismo e seu racionalismo contribuiu muito para o caos na economia ecológica.

Plutão ingressou em Capricórnio no final de 2008 demarcando o começo da crise econômica com o fechamento de bancos nos EUA. Fatos com esta sincronicidade são alertas cósmicos para a revisão de valores nos níveis pessoal e mundial para a reestruturação de um futuro mais voltado a fontes recicláveis de energia, por exemplo, sem a depredação da Natureza. A crise está se alastrando, e o descaso e o embotamento só contribuem para a insatisfação, o abismo crescente entre as classes sociais, alimentando as dualidades, o ódio e a violência. Quando será que iremos aprender e retomar o caminho para o futuro?