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Informativo Semanal : Quarto Minguante em Áries

Informativo Semanal Templo de Minerva

Quarto Minguante em Áries (16/07/17 às 16:26, horário de Brasília)

Período: de 16 a 22/7/2017

Panchakarma é o procedimento de limpeza do Ayurveda que elimina o excesso de humores responsáveis pelo desequilíbrio da homeostase. Trata-se de transpiração, purgação, limpeza nasal e outros métodos com a utilização ou não de ervas em um processo individualizado de acordo com o estilo de vida e o dosha de cada um. Seja qual for o método, toda a lua minguante é indicada para este tipo de limpeza, pois vivemos em constante contato com agentes poluentes, alimentação desregrada, sem contar com o eletromagnetismo permanente dos celulares. No momento deste quarto minguante, Urano encontra-se conjunto à Lua em Áries sugerindo que esta limpeza tenha um tom libertador. Não basta apenas promover a limpeza dos sistemas orgânicos, mas o sentimento de liberdade nos deixa mais leves, pois deixamos para trás cargas, relacionamentos, situações ou hábitos que tolhiam nossa independência e livre-arbítrio. Carbo vegetabilis é um medicamento homeopático extraído por meio da diluição do carvão. Ele é considerado um desintoxicador, especialmente para aquelas pessoas cuja sensibilidade permite a absorção de “sujeira” psíquica comprometendo sua energia vital.

Lua e Marte estão em receptação mútua nesta fase, ou seja, cada um está posicionado no signo regido pelo outro. Isto é relevante astrologicamente e revela que a purificação deste período deve ser libertadora principalmente de hábitos recorrentes do passado, como se fossem fugas de ações que devem ser realizadas. Áries é o signo da coragem e da impetuosidade, portanto não permite bloqueios em suas ações, especialmente com Urano – o astro da liberdade, igualdade e fraternidade – envolvido.

Calendário biodinâmico: Entre 16 e 17/7: Colheita, poda e beneficiamento de cítricos. Faça uma fogueira ritualística e visualize situações bloqueadoras de sua vida sendo consumidas pelo fogo. De 17 (tarde) a 19/7 (manhã): colheita de tubérculos, batatas, mandioca. Consulte um médico ayurvédico caso queira realizar o panchakarma. De 19 (tarde) a 21/7 (manhã): poda, reorganização e adubação de jardim de flores como capuchinha, calêndula, ervas como guaco, menta e hortelã. Observe mais sua respiração, respire profundamente com mais frequência.

Astrologia, Homeopatia e Epilepsia

homeopatia-e-epilepsia Cicuta virosa

Planta herbácea perene do gênero das apiáceas que cresce até 1-2 metros. Nativa da Europa, Oriente Médio e região mediterrânea, cresce em bordas de valas, pântanos, açudes e lagos. A medicação homeopática é feita a partir da raiz fresca colhida no início da floração e espremida, obtendo-se um sumo viscoso amarelado de odor desagradável.

Similitudes e Sincronicidades:

Dize-me, é ou não permitido fazer com esta beberagem uma libação às divindades? – Só sei, Sócrates, que trituramos a cicuta em quantidade suficiente para produzir seu efeito, nada mais. Entendo, disse Sócrates. Mas pelo menos há de ser permitido, e é mesmo um dever, dirigir aos deuses uma oração pelo bom êxito desta mudança de residência daqui para além. É esta minha prece; assim seja.” (Fédon, Platão).

Na forma de medicamento homeopático, a Cicuta virosa torna-se fundamental para o tratamento de convulsões e epilepsia. Sua personalidade homeopática é representada por adultos que retornam à infância e fazem brincadeiras tolas e danças grotescas. Retornar à infância ou recuperar a “criança interior” pode simbolizar:

  1. a busca pela criatividade, pureza e inocência perdidas ou negadas a partir da maturidade;

  2. a rebeldia contra dogmas e comportamentos pré-estabelecidos pela normose institucional; ou,

  3. a fuga da realidade e do peso da responsabilidade da vida adulta.

O foco deste medicamento está no sistema nervoso. As convulsões e a epilepsia são descargas elétricas de um sistema sobrecarregado pelo acúmulo energético. De acordo com o pesquisador homeopata James Tyler Kent, “o sistema nervoso encontra-se em tal estado de irritabilidade que pressionar qualquer parte do corpo pode ser causa de uma convulsão.” Pode-se concluir que a personalidade cicuta é sensível e tem dificuldades em expressar suas emoções mais arrebatadoras, acumulando na sua psique impulsos e atitudes reprimidos.

Em decorrência desta hipersensibilidade e da fuga da realidade ou da vida adulta, a personalidade cicuta tende à misantropia chegando até ao mais profundo desprezo à humanidade. Não confia nas pessoas, pois está sempre de prontidão para defender-se contra uma possível agressão. Reconhecer que o problema não está na humanidade, mas nela mesmo, na sua sensibilidade que gera medo e falta de confiança nas pessoas à sua volta torna-se fundamental para a mudança do padrão de crenças e pensamentos do enfermo.

O sistema nervoso é um dos modos representados arquetipicamente pelo planeta Mercúrio, regente de Gêmeos e Virgem, ambos signos racionais, energeticamente dedicados ao pensamento, à comunicação, à metodologia e à organização, ou seja, tudo o que depende do correto funcionamento analítico cerebral. É extremamente comum encontrar-se conflitos planetários com Mercúrio em mapas natais de quem sofre de epilepsia, especialmente aspectos tensos entre a Lua (emoções) e Mercúrio (pensamentos).

Todos os aspectos tensos e desafiadores que temos no nosso mapa natal são caminhos evolutivos. Ninguém se mexe quando a zona de conforto nos ilude com o eterno mar de rosas. Quando temos aspectos conflituosos com Mercúrio, precisamos elaborar mais os pensamentos, exonerar os condicionamentos e reciclar teorias que cristalizaram-se em dogmas. Existe uma infinita variedade de aspectos conflituosos possíveis a Mercúrio. Percebi na minha experiência como astróloga-terapeuta e na minha pesquisa que, os mais comuns em pessoas que sofrem ou sofreram de epilepsia são os seguintes:

  1. Lua com Mercúrio: são as emoções pressionando os pensamentos e vice-versa. Um dos sintomas da personalidade cicuta é a perda de memória e a confusão mental após uma convulsão. Neste aspecto, a repressão das emoções e da sensibilidade pessoal pode causar danos no sistema nervoso a ponto do indivíduo ter a descarga energética que é justamente um meio de equilibrar esta pressão interna. Aqueles que racionalizam muito e esquecem que possuem corpos sutis, especialmente o emocional, precisam reconhecer este conflito e extravasar esta energia de maneira plena. A vida sexual reprimida também é um fator que pode causar convulsões, uma vez que o orgasmo é a descarga dos chakras inferiores e conectados diretamente com nossas emoções e instintos;

  2. Netuno com Mercúrio: este é o aspecto mais difícil de ser trabalhado, pois Netuno, regente do signo de Peixes, favorece o escapismo e a ilusão quando em aspecto tenso a Mercúrio. O indivíduo se apega a pensamentos e certezas para fugir da realidade. Muitas vezes é extremamente cético e racional, pois o “mundo invisível” é assustador demais, portanto negá-lo é muito eficaz até que o sistema nervoso acuse o desequilíbrio energético e remeta a consciência do indivíduo para este “mundo invisível”. De acordo com Rüdiger Dahlke, autor entre outros de “A Doença como Linguagem da Alma”, o indivíduo precisa “abrir-se para outros planos, especialmente aqueles que estão vedados à consciência de vigília normal”.

  3. Urano com Mercúrio: a tarefa principal deste aspecto é abrir a mente para conhecimentos ou conteúdos destituídos de preconceito e qualquer outra forma limitante que a mente dogmática utiliza. O indivíduo deve deixar fluir livremente os próprios pensamentos que, podem ser considerados revolucionários, diferentes, rebeldes ou, até mesmo, “loucos” para a maioria. Deve nutrir a imaginação e a criatividade como parte da sua natureza. As convulsões epilépticas neste caso têm origem no bloqueio desta mente livre e criativa, causando terremotos. Os terremotos podem ser considerados ataques epilépticos da Terra, segundo Dahlke, pois representam a descarga energética a partir do encontro entre duas placas tectônicas rígidas.

Também de acordo com Dahlke, os indianos consideram os ataque epilépticos uma manifestação do sagrado: “Sua consciência abandona o corpo, levando-os ao mesmo tempo desta realidade para uma outra, na qual eles não conseguem se orientar e da qual em geral não podem trazer nenhuma lembrança.” Em outras palavras e, de modo geral, o grande aprendizado da personalidade cicuta e do temperamento que enfoca a racionalidade e a mente em detrimento dos instintos e das emoções, é entrar em contato íntimo com o sutil, o “outro lado” e o mundo transcendente ou espiritual.

Um grande exemplo de remissão é o caso do escritor Fyodor Dostoievsky (Lua em Gêmeos oposta a Mercúrio em Sagitário no seu Ascendente) que mergulhou a fundo com seu Sol em Escorpião em cada convulsão na busca do transcendente, do além, e tentou descrever os breves momentos que a antecede:

Há momentos, e eles duram apenas cinco ou seis segundos, nos quais se experimenta a existência de uma harmonia divina… A horrível clareza com que eles se revelam e o arrebatamento com  que nos enche são assustadores. Se esse estado durasse mais que cinco ou seis segundos, a alma não o poderia suportar e teria de fugir. Nesses cinco segundos eu vivo toda uma vida humana, e por eles eu daria tudo, sem achar que estava pagando muito caro…”

Hahnemann e o Pioneirismo Ariano : Chinchona officinalis

hahnemann_chinaDa casca da “quinquina” – nome popular desta árvore de baixa estatura originária da América do Sul – extrai-se o quinino que tem propriedades medicinais apropriadas ao tratamento do paludismo ou malária. Esta descoberta é atribuída aos indígenas andinos que a chamavam de “pau de quenturas”, mas seu nome se refere à condessa de Chinchon, esposa do vice-Rei do Peru, que foi curada de uma febre forte graças às propriedades da chinchona officinalis.

Similitudes e Sincronicidades:

Estamos diante da primeira substância homeopatizada por Hahnemann, ou seja, a descoberta e sistematização da Homeopatia. Percebendo que o uso indiscriminado da casca da chinchona nas recomendações alopáticas estava causando efeitos colaterais severos como a “caquexia quina”, Hahnemann resolveu utilizá-la em si mesmo:

Há tanto tempo atrás quanto o ano de 1790, eu fiz o primeiro ensaio puro com a casca da Chinchona em mim mesmo, em referência ao seu poder de estimular febre intermitente. Com este primeiro ensaio, raiou-me a alvorada que desde então reluziu dentro do mais brilhante dia da arte médica; que é apenas em virtude do poder deles de fazerem o ser humano saudável doente, que os medicamentos podem curar estados mórbidos, e, de fato, consegue ela mesma produzir em similaridade na saúde. Isto é uma verdade tão incontrovertida, tão absolutamente sem exceção, que todo o veneno vertido sobre ela pelos membros da associação médica, enceguecidos por seus preconceitos milenares, é impotente para extingui-la; tão impotentes quanto foram os vitupérios lançados contra a descoberta imortal de Harvey da grande circulação no corpo humano por Riolan e seu bando, para destruiur a verdade revelada por Harvey. Estes oponentes de uma verdade inextinguível pelejaram com as mesmas armas mesquinhas como fazem hoje em dia os adversários da doutrina médica homeopática.” (Hahnemann, Matéria Médica Pura)

Observe o tom desafiador e corajoso deste pioneiro que teve a ousadia de se contrapor à Medicina vigente. Samuel Hahnemann nasceu nas proximidades da lunação no signo de Áries (10/4/1755), ou seja, Sol e Lua em Áries, além de Mercúrio no mesmo signo. Seu potencial como médico pioneiro, corajoso e lutador se revelou em uma das maiores descobertas para a saúde da Humanidade – a Homeopatia. O signo de Áries, do elemento Fogo e modalidade Cardinal, é considerado o primeiro do zodíaco e irrompe a partir de uma das estações da Natureza (equinócio de outono). Simboliza o arquétipo do guerreiro, do competidor, do pioneiro que possui iniciativa, coragem, impulsividade e é conectado à sua intuição criativa e a seus instintos básicos como a sobrevivência, por exemplo. Em seu desequilíbrio e desconexão com o macrocosmo, Áries é impaciente, irritadiço, colérico e deflagra conflitos com facilidade. Guerras, batalhas e conflitos em geral também estão embutidos na “potentia” de Marte, o deus da guerra e planeta regente de Áries. Os gregos costumavam orar e dedicar-lhe oferendas pedindo sua força e auxílio para a vitória nas batalhas. Em decorrência disto, as armas e o sangue que banha os campos de batalha são atributos de Áries e de seu regente.

A primeira experiência de Hahnemann que o levou à sistematização da Homeopatia foi com a Chinchona cuja similitude com o arquétipo marciano lhe atribuiu o tratamento de hemorragias, febres, anemia e perda de líquidos em decorrência da sudorese, vômitos, diarréia etc. O temperamento hipocrático bilioso/colérico nos remete às energias primordiais quente e seco que, combinadas entre si, criam o elemento Fogo. Reestabelecer o equilíbrio alquímico do corpo (calor, febre – Fogo; líquidos, plasma – Água) significa também tratar sua hipersensibilidade emocional e um ocasional sentimento de rejeição. A vida começa na água e, a perda do ambiente protegido no útero para enfrentar os primeiros agentes invasores e corpos estranhos, pode ter sido sentido como um trauma infantil e a reação, que pode ter origem psicossomática, é a febre e a perda de líquidos.

A hipersensibilidade pode degenerar em irritabilidade, intolerância que, se não identificadas e tratadas apropriadamente com seu semelhante na Natureza ou na Homeopatia, podem deflagrar sintomas que revelam a “sombra” de Áries e de Marte em seu estado mais caótico:

Ele está sujeito a impulsos. Impulsos que serão graves como o da cólera e mais grave ainda, quando se trata de homicídio.” (Dr. Robert Dufilho, Sintomas Mentais).

Homeopatia & Astrologia

homeopatiaA Homeopatia é um sistema de cura que teve suas origens na teoria hipocrática de semelhanças de temperamento (fleumático, sanguíneo, colérico e melancólico) e foi desenvolvida por Samuel Hahnemann (1755-1843) e sistematizada no seu livro “Organon“. No livro “Doenças Crônicas“, ele perpetuou a teoria dos temperamentos de Hipócrates através dos miasmas (psora, luetismo e sicose). As características de temperamento manifestadas pelo indivíduo têm ressonância no “simillimum“, ou seja, o medicamento homeopático que agrega todas as semelhanças de comportamento, além dos sintomas revelados no conjunto de patogenesias. Além destes, outros estudiosos também perceberam a semelhança, fizeram a analogia até a teoria quântica demonstrar cientificamente a interconexão entre partículas e corpos sutis ou ondas eletromagnéticas.

Homeopatia e Astrologia : O Simillimum Cósmico

O médico deve ser alquimista e astrólogo. Sem a arte da interpretação astrológica, o médico é um ‘pseudomédico’. O corpo tem uma correspondência com os ciclos astrológicos, as constelações possibilitam o diagnóstico e indicam a terapia a seguir. O astro demonstra a enfermidade e a morte, mas também a saúde e a cura.”

Nas curas se há de sempre ter em mente o semelhante pelo semelhante (similia similibus curantur), pois nunca se deve receitar uma planta de Vênus para uma doença de Saturno.”

‘As Plantas Mágicas – Botânica Oculta’ Paracelso

Quem pratica a medicina sem beneficiar-se do movimento das estrelas e dos planetas é um tonto.”

Hipócrates, pai da Medicina

A consultoria astrológica demanda apresentar orientações ao indivíduo analisando aspectos e ciclos desafiadores que podem influenciar seu equilíbrio mental, emocional, espiritual e físico. Desde Paracelso, que atribuiu regências de signos e planetas a diversas plantas na sua “Botânica Oculta”, até o Dr. Edward Bach com seus “12 Curadores” que nada mais são do que essências florais para os estados de desequilíbrio ou “sombras” dos respectivos 12 signos, é comum nos depararmos com este tipo de analogia entre padrões energéticos astrológicos (signos, astros e aspectos) e substâncias extraídas da Natureza. O mesmo ocorre no caso da Homeopatia, mas de forma mais complexa e peculiar, pois os medicamentos homeopáticos podem ser extraídos dos três reinos (mineral, vegetal e animal) além dos nosódios, ou seja, preparados a partir de amostras patológicas. Sem contar a teoria miasmática de Hahnemann que nada mais é do que uma atualização dos temperamentos hipocráticos permitindo uma análise profunda e personalizada de cada doente.

O mapa astrológico revela os desafios karmicos que cada ser humano deve trabalhar como caminho evolutivo natural. É a representação gráfica da nossa relação com os arquétipos e nosso potencial morfogenético. Se estudarmos seus ciclos temporais com atenção, somos capazes de prevenir futuros problemas de saúde física consequentes do desequilíbrio energético, mental e emocional. Correlacionar substâncias das quais são extraídos os medicamentos com a respectiva configuração planetária ajuda muito no entendimento das patogenesias ou nas tendências do indivíduo a manifestar determinados sintomas.

Paracelso: o Pai da Alquimia

Paracelso: o Pai da Alquimia

No seu livro “Botânica Oculta”, Paracelso inicia o primeiro sistema terapêutico energética ou holístico da História:

Acônito (Aconitum napellus) – É fria e seca. Uma das 12 plantas dos Rosa-Cruzes. Nasceu da baba de Cérbero quando Hércules o tirou dos infernos. Afasta maus espíritos.

Planeta: Saturno Signo: Capricórnio

Na Homeopatia, Aconitum napellus é indicado para hipersensibilidade, medos e pânico, reações desequilibradas e escapistas a aspectos desafiadores do planeta Saturno e do signo de Capricórnio, de acordo com a Astrologia caldeia estudada pelo pai da Alquimia.

As Calcáreas, Temperamentos Hipocráticos e Planetas

Apresento aqui algumas correlações que ajudarão o terapeuta e o astrólogo na identificação da similitude homeopática com as características dos temperamentos hipocráticos apuradas e representadas pela qualidade da localização e relevância planetária no mapa de nascimento do indivíduo.

Os medicamentos constitucionais da Homeopatia são tratados aqui como vetores do desenvolvimento humano ao longo de sua existência e de seus desafios miasmáticos. Percebo que existe uma enorme tendência da sociedade atual luética-fluórica de catalisar o conhecimento em algo mais superficial e instantâneo, “alopatizando” a Homeopatia e emitindo fugazes recomendações de Calcarea carbonica para emagrecer ou Calcarea phosphorica para uma pessoa com aparência frágil que está gripada. Mas a Luz Primordial e o Ativismo Quântico sempre nos convidam a sermos mais lúcidos e intuitivos, e a observar dos mais variados ângulos que a Natureza nos permite para, finalmente, promulgarmos alguma espécie de conclusão, diagnóstico ou julgamento. Conclusão esta que também deve levar em consideração o princípio hermético da vibração: “Nada está parado; tudo se move; tudo vibra” ou da não-localidade quântica: o determinismo materialista exige que se classifique qualquer pessoa rigidamente em qualquer das constituições ou temperamentos. Nas mais variadas vivências aqui na Terra e durante um ciclo vivencial, experienciamos inúmeras doenças em níveis espirituais, mentais, emocionais e físicos o suficiente para compor uma complexa morfogênese. A partir do mapa astrológico ou da dinâmica planetária conseguimos identificar esta complexidade e compor nossas possibilidades temperamentais, tendências comportamentais e vulnerabilidades energéticas, além do potencial de cura que se inicia pelo auto-conhecimento. Mas, a exemplo dos planetas, nada está estático, tudo se move e se transforma assim como nossa onda de possibilidades. Estar atento, perceptivo para as mudanças é função do observador consciente. Cura-te a ti mesmo mas, antes, conhece-te a ti mesmo.

  1. Calcarea carbonica

Temperamento: Linfático

Planetas: Lua e Netuno

Este mineral é oriundo de um animal: trata-se do carbonato de cálcio extraído pela trituração da camada média da concha de ostras.

Similitudes e Sincronicidades:

A ostra, assim como todos os moluscos e crustáceos que dispõem de um exoesqueleto, representa a necessidade canceriana (caranguejo) de proteção pelo uso de camadas ou carapaças para se resguardar contra ameaças externas ao seu interior mole e sensível. Estas camadas externas são análogas às camadas de gordura na obesidade mórbida, por exemplo, quando a pessoa não consegue lidar com sua própria sensibilidade frente às agressões externas, ou é muito insegura e carente de afeto.

A Lua – astro regente do signo de Câncer – no nosso mapa de nascimento representa nossas necessidades, o que precisamos para nos sentirmos seguros, plenos e confortáveis. Também indica nosso potencial emocional e o quanto somos, ou não, resistentes à agressividade e a ataques psíquicos. São as pessoas de temperamento linfático, ou seja, ultra sensíveis, tomadas por pressentimentos e carentes de proteção que tendem à passividade e à imobilidade chegando à apatia: a proeminência da Lua ou de Netuno no mapa de nascimento potencializa a sensibilidade, a vulnerabilidade emocional e psíquica podendo torná-las inseguras, lentas nas atitudes e decisões. Por isto é um medicamento voltado às instabilidades típicas do temperamento linfático – as defesas do organismo estarão vulneráveis quando o corpo emocional e mental é vulnerável a pressentimentos, medos e à angústia que ameaçam seu constante estado de precaução e prevenção. Em resumo, são indivíduos altamente vulneráveis às doenças psicossomáticas.

Indivíduos de constituição carbônica ou temperamento lifático devem ser analisados e astrodiagnosticados a partir de sua infância, principalmente mediante sua relação com a figura materna que também é representada pela localização e aspectos da Lua no seu mapa natal. Mitologicamente, a maternidade e a proteção são arquétipos relacionados à deusa Ceres ou Deméter – deusa grego-romana da fertilidade, maternidade e agricultura. Sua filha, Perséfone, foi raptada pelo deus dos infernos, Hades ou Plutão, arquétipo planetário correlacionado ao miasma do luetismo, que destruiu o paraíso da abundância e proteção de mãe e filha. Isto fez com que Ceres, em sua melancolia por causa das saudades que sentia, retirasse os nutrientes e a fertilidade dos campos condenando a Humanidade à fome. Após a intervenção de Hermes ou Mercúrio, deus racional e articulador, Perséfone divide seu amor e dedicação à mãe e ao marido Hades de forma equilibrada e salva a Humanidade que deve cultivar e produzir no período da primavera/verão quando Perséfone faz companhia à deusa-mãe; e se precaver com segurança para o período do outono/inverno, quando Perséfone volta às profundezas para ficar com o marido.

  1. Calcarea phosphorica

Temperamentos: Sanguíneo, Bilioso e Nervoso.

Planetas: Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano.

Trata-se de um sal abundante na Natureza, parte integrante dos tecidos e de todos os líquidos no nosso organismo, pois sua função está intimamente ligada à Vida: combina-se com a albumina (“essência da quintessência”) e participa da dinâmica da produção sanguínea pela medula óssea. Por isto é uma substância que provê estrutura e mobilidade.

Similitudes e Sincronicidades:

O dinamismo do Phosphorus (a estrela matutina, Vênus, aquele que traz a luz) pode ser equiparado aos dos mitológicos Prometeu e Lúcifer. Ambos tiveram a função de iluminar a Humanidade, seja através do fogo (Prometeu) ou pelo conhecimento do bem e do mal (Lúcifer), porém ambos tiveram seu castigo por compartilhar segredos reservados apenas aos deuses. Prometeu foi condenado ao sofrimento eterno acorrentado a uma colina onde, todas as noites, recebia a visita de uma águia que devorava seu fígado, mas sua imortalidade tornava a reconstituir o órgão todos os dias. Lúcifer foi despejado do céu e acabou sendo conhecido como o “anjo caído” por se equiparar ou, até mesmo, querer superar o divino.

As pessoas cujo biótipo é fosfórico são comumente longilíneas, altas como se tentassem alcançar o divino ou o paraíso perdido. São também sonhadoras e constantemente insatisfeitas em seu desequilíbrio, pois sentem que perderam algo, que está faltando alguma coisa, mas não conseguem racionalizar o que é.

A Luz ou o Conhecimento Supramental representam a mente consciente e a inteligência trazidas para a Humanidade pelos seres mitológicos rebeldes, mas criativos e representados pelo planeta da liberdade, fraternidade e igualdade – Urano. Entretanto, esta expansão mental acabou provocando um sintoma colateral: a dualidade, a contradição, enfim, as dúvidas. Viver no mundo linfático-carbônico até então exigia apenas proteção e nutrição. O mundo mental acaba tornando-se escravo das dualidades e contradições, além de inúmeras torturas mentais decorrentes que dividiram nosso mundo entre Bem X Mal; Ciência X Religião nos afastando cada vez mais de nossa essência espiritual. Este foi o castigo compartilhado por Prometeu e Lúcifer conosco, mas que estimula-nos ao retorno à Unidade.

A fraqueza ou a vulnerabilidade dos tipos fosfóricos residem na dualidade provocada pelo excesso de racionalidade e, frente a qualquer reprovação ou contradição, eles tendem a reações extremas: ou se tornam agressivos, violentos no caso dos biliosos que têm ênfase nas posições do Sol e Marte no seu mapa natal; ou acabam se tornando vítimas da bipolaridade depressão / euforia como seria o caso dos temperamentos sanguíneos cujos exageros e excessos estão relacionados à localização e, principalmente, aspectos de seu Júpiter natal. O temperamento nervoso tende quase que totalmente à depressão em estado de desequilíbrio e excesso de racionalização até chegar ao embotamento mental ou deflagrar a demência senil, o que é bem identificável analisando-se aspectos e signos onde estão localizados os planetas Saturno e Mercúrio.

Outra característica dos fosfóricos extremamente racionais é a dificuldade nos relacionamentos amorosos, explicado também por Carl G. Jung em sua classificação bastante semelhante a de Hipócrates: segundo o psicólogo suíço, pessoas que tem versatilidade e predominância no uso da função Pensamento acabam enfrentando dificuldades no uso da função Sentimento. Vênus no mapa natal revela exatamente o potencial de expressão afetiva, de formas e possibilidades de relacionamento, da conexão com o “outro” e, dependendo do signo e de aspectos a este planeta, o indivíduo pode se magoar facilmente ou repetir padrões até decepcionar-se e isolar-se gradativamente.

Por isto que a Calcarea phosphorica, além de ser considerada “onipresente” na Natureza, serve como uma espécie de tônico especialmente para os tipos fosfóricos de temperamento nervoso. Entretanto, todos os fosfóricos tendem a necessitar deste precioso tônico vez por outra pois, além de fisicamente crescerem com rapidez e na vertical, desgastam fácil e rapidamente sua energia vital, e querem voltar ao Paraíso ou à Unidade para resolver suas dualidades e conflitos internos fazendo as pazes com seus deuses internos. A Calcarea phosphorica está presente onde nós precisamos de estrutura e organização seja nas construções mentais para a formação de opiniões para sabermos lidar com as contradições e reprovações normais da vida, seja nas estruturas físicas como reestruturadora do sistema ósseo.

  1. Calcarea fluorica

Temperamentos: Bilioso e Nervoso.

Planetas: Sol, Mercúrio, Marte, Saturno, Urano e Plutão.

Em estado natural, o “fluor spar” encontra-se em locais profundos da crosta terrestre, mas no nosso organismo localiza-se em superfícies como o esmalte dos dentes, o tecido fibroso e a epiderme.

Similitudes e Sincronicidades:

Os extremos da localização da substância – profundezas ou superfícies – demonstram o desafio do indivíduo fluórico: adaptar a superficialidade das aparências e máscaras com a profundidade do inconsciente e da verdadeira personalidade. São pessoas que geralmente nascem com alguma peculiaridade física, algo diferente – Urano em evidência no mapa natal – que pode ser visto como desarmônico, assimétrico e, por causa destas peculiaridades, são celebrados com apelidos (cabeção, saracura, shrek etc). Eles precisam sair da submissão e servidão às aparências, aos padrões, valores transitórios, falsos protótipos vigentes e símbolos de sucesso e realização como beleza física, riqueza material, poder e status e partirem para o aprofundamento do seu potencial intelectual e intuitivo para conectarem-se com seu verdadeiro self quântico. Assim, eles se adaptam ao mundo, ao invés de enrijecerem fisica e mentalmente pelo temor, resistência e pessimismo – situações mal contempladas em casos de aspectos dificultosos entre Saturno-Sol; Saturno-Mercúrio; Saturno-Marte – que podem desencadear reações auto-destrutivas como aneurismas, nódulos ou tumores pela tentativa controle extremo, que não funciona por aspectos de Plutão, cujo arquétipo pessoal é muito mal compreendido e se transforma no destruidor ao invés do transformador e curador. O “olhar para dentro” faz dos fluóricos verdadeiros sábios práticos e experientes destinados ao sucesso e à realização mais coerente com seu potencial criativo, utilizando seu intelecto supramental.

Astrologia & Homeopatia : Chelidonium majus

chelidoniumErva da família das papaveráceas, nativa da Europa e América. Costuma crescer em meio a ruínas antigas, lugares úmidos e escombros. A tintura mãe é preparada a partir da planta inteira por ocasião de sua floração.

Similitudes e Sincronicidades:

A compressão da planta inteira incluindo a raiz produz um suco amarelado, viscoso e amargo, o que levou os antigos médicos alquimistas a acreditar que seu uso seria apropriado a problemas de caráter bilioso, o que foi comprovado na prática. Os médicos gregos, inclusive Galeno, a usavam nas doenças do fígado e em diversas oftalmias. Seu nome “golondrina” (kelidon, em grego) é oriundo dos pássaros de mesmo nome que utilizam um pouco do suco desta planta para ajudar na visão de seus filhotes.

Paracelso na sua “Botânica Oculta” atribui as regências do Sol e do signo de Sagitário. Segundo ele, “a raiz da Celedônia, colocada sobre a cabeça de um doente em estado febril, pô-lo-á a cantar se realmente tiver que morrer e, ao contrário, se continuar vivendo, por-se-á a chorar amargamente.” Eis que desponta já algumas sincronicidades da planta: a coloração amarelada tanto de suas flores quanto de seu suco nos remete à sua correspondência solar. O Sol corresponde à Vida em sua plenitude de realização e energia vital. O comprometimento da energia vital conduz à amargura e descontentamento em relação à dádiva da Vida.

A diluição homeopática da Celedônia também é dedicada às doenças do fígado, em especial, às dores abaixo do omoplata direito por reflexo da afecção hepática e doenças como icterícia, hepatite ou litíase biliar.

melancoliaO temperamento deste enfermo é obviamente bilioso/colérico, cuja disposição costuma ser vibrante, proporcionando criatividade, ação, iniciativa e liderança. Entretanto, em vista de alguma obstrução ou limitação ocasional pode tornar-se ditatorial e agressivo. A combinação entre o Sol e Sagitário de Paracelso condiz com tendência aos exageros e descontroles da glutonice e bebedeiras que podem afetar diretamente o fígado. A energia vital ou a realização dos propósitos e sonhos do Sol não completamente empreendidos torna a vida sem sabor ou até amarga. O chakra do plexo solar também está comprometido e, se a amargura do sabor da vida só pode ser apaziguada pelo gosto da comida ou pela bebida, o fígado será o principal prejudicado como glândula conectada diretamente ao chakra do plexo solar. O temperamento bilioso também não admite contrariedades e repressões a suas ações e, limites impostos à sua expansão natural das energias primordiais quente e seca degradam e desgastam sua vitalidade com consequente lentidão e preguiça mental ou física. Neste caso, os exageros na alimentação transformam-se em verdadeiro veneno indigesto, a bebida ser torna um fator inebriante. A depressão e a ansiedade acompanhada pela culpa ou pela raiva fazem parte deste processo de acúmulo de emoções e sobrecarga de afazeres sem ter uma válvula de escape para este temperamento explosivo.

Chelidonium majus que costuma crescer em meio a escombros ou lixo demonstra o extremo do estado melancólico do temperamento bilioso. Quando não realiza sua criatividade na sua fase equilibrada, otimista e empolgante, dirige-se à falência, à ruína de seu brilho solar. Sua melancolia se torna mais amarga, a existência é triste e o indivíduo perde a fé e a capacidade de se religar ao Todo, obliterando sua cosmovisão. Por isto que Chelidonium, o medicamento, deve devolver a visão otimista e canalizar sua agressividade para avaliações da “medida certa”, ou seja, reconhecer que “a dose faz o veneno”. Expandir a espiritualidade, ao invés de expandir o fígado; discutir Filosofia e processar novos significados para a Vida, ao invés de discutir, brigar e alimentar a ansiedade.

Bibliografia:
“Astrodiagnose”, Max Heindel, Ed. Pensamento
“O Universo Astrológico dos Quatro Elementos” , André Barbault, Ed. Espaço do Céu
“A Doença como Símbolo”, Rüdiger Dahlke, Cultrix
“As Plantas Mágicas – Botânica Oculta”, Paracelso, Ed. Hemus
“Hipócrates e a História da Medicina” , Eliete MM Fagundes, Ed. Hipocrática-Hahnemanniana
“Homeopatia Metafísica Repertorizada Vol.3”, José Alberto Moreno, Ed. Hipocrática-Hahnemanniana
“Materia Médica Pura”, Samuel Hahnemann, Probel Editorial
“Matéria Médica Homeopática Interpretada”, Carlos R.D. Brunini, Robe Editorial

Chamomilla e a Sensibilidade Lunar

A camomila (Matricaria chamomilla) é uma planta oriunda da Europa oriental. É conhecida como “camomila-alemã” e é a espécie utilizada nas infusões. O perfume de suas flores é comparado ao das maçãs, por isto tem seu nome popular a partir do grego “kamai melon” (maçã da terra).

O medicamento elaborado pela primeira vez por Hahnemann é feito a partir da diluição da tintura mãe obtida “do suco da planta inteira e (…) espremida de forma fresca e misturado em partes iguais de álcool”.

Similitudes e Sincronicidades:

De acordo com o astrólogo e herborista Nicholas Culpeper, o óleo extraído das flores da camomila é utilizado desde o Antigo Egito para calafrios, dores provindas de cólicas por pedras nos rins e na vesícula, câimbras e inchaços nas articulações.

No capítulo dedicado à Chamomilla em seu Materia Medica Pura, Hahnemann não esconde seu ultraje diante a indiscriminação e o descaso da medicina alopática frente ao uso popular da planta como “medicina doméstica”. Seu ultraje originou-se do fato de que a utilização tradicional, recreativa e contínua da camomila causa efeitos colaterais opostos daqueles esperados no tratamento: irritabilidade, ansiedade e hipersensibilidade, por exemplo. Uma das propriedades da camomila homeopatizada é diminuir os efeitos do uso abusivo e descontrolado de suas infusões.

Câncer é um signo atribuído ao elemento Água da Natureza humana: emoções, sensibilidade psíquica, conexão forte com o passado e com a família, e emotividade são algumas de suas características. Talvez seja por isto que a camomila tenha sido aceita facilmente no uso popular como “medicina doméstica”. A Lua, seu astro regente, influencia os ciclos biodinâmicos da Terra e, em especial, os ciclos femininos da menstruação, gravidez, parto e menopausa. A Lua no mapa astrológico de nascimento representa a manifestação individual de emoções, a sensibilidade, além de nossas necessidades mais profundas de nos sentirmos protegidos e satisfeitos. Ela registra também nossa ligação com a figura materna desde o nascimento. A rapidez dos ciclos lunares – a cada 28/29 dias a Lua completa uma volta em torno da Terra – pode causar instabilidade no humor de indivíduos hipersensíveis ou “de Lua”. Esta instabilidade atinge os instintos e o inconsciente propiciando a melancolia, impulsividade, irritabilidade, impaciência e/ou outras manifestações emocionais com reflexos comportamentais.

chamomilla

A planta tem características ligadas ao signo de Câncer e ao seu astro regente, a Lua. A começar pelo seu nome: Matricaria vem de “matriz” que significa útero, órgão que está inserido no arquétipo feminino lunar, além de contribuir para o significado materno. Sua diluição homeopática é indicada para o trabalho de parto e muitos dos problemas genitais femininos como cólicas, hemorragias e a chegada do climatério.

A hipersensibilidade, ansiedade, agitação, irritabilidade e intolerância à dor fazem parte dos sintomas de desequilíbrios energéticos que podem ser tratados pela Chamomilla.

Outra característica peculiar das personalidades lunares similares ao medicamento é a necessidade de serem alçadas e balançadas como se fossem bebês. Este temperamento linfático ou lunar é tão sensível, irritadiço e vulnerável que podemos afirmar que a Lua encontra-se em uma das casas astrológicas que correspondem à conexão entre o Ser e as dimensões terrenas relativas ao tempo e ao espaço:

  • Casa 1 ou Ascendente (para efeito deste estudo): hipersensibilidade em todos os sentidos, vulnerabilidade de humor reflete um comportamento inconstante diante dos estímulos vindos do ambiente. Intolerância à dor e a qualquer outro efeito que seus órgãos dos sentidos (audição, visão, olfato, paladar) julguem insuportável;

  • Casa 7: Necessidade de conforto e proteção emocional vinda do outro. Caprichos e chantagem emocional;

  • Casa 4: A Lua ou o signo de Câncer nesta posição pode revelar uma conexão simbólica com o passado, onde mágoas ou traumas podem ainda estar à flor da pele;

  • Casa 10: Decisões e planos para o futuro devem ser pautados no fluxo das emoções e instintos, além da identidade com algo familiar do passado, conhecido e seguro.

Chamomilla é um medicamento que não serve apenas para combater os efeitos do uso prolongado da infusão ou outros produtos fitoterápicos liberados para o uso “caseiro”. Ele é essencial para as personalidades lunares ou linfáticas que, por causa de algum transtorno desenvolveram a hipersensibilidade emocional e psíquica e se tornaram vulneráveis às instabilidades cíclicas internas e ambientais (externas).

As Máscaras de Causticum

É obtido por meio da mistura do cal vivo com a porcelana ou do óxido de cálcio + bissulfato de potássio.

Similitudes e Sincronicidades:

causticumA porcelana foi criada e desenvolvida na China e, por muitas centenas de anos, não conseguiram copiar sua perfeição delicada e imaculada na Europa que conheceu esta arte através da Companhia das Índias. Hoje em dia, além dos objetos e utensílios artesanais, as máscaras de porcelana são muito usadas terapeuticamente para clarear a pele e, artesanalmente nos mais diferentes estilos.

Assim é o temperamento Causticum: aparenta uma máscara perfeita, imaculada, altruísta por aparentemente preocupar-se com o sofrimento alheio. Expõe vulnerabilidade e sensibilidade pois, assim como os objetos de porcelana, quebram-se facilmente em vários pedaços frente às pancadas ou traumas psíquicos. Mas esta aparente fragilidade esconde um gênio manipulador cheio de chantagem emocional que evolui até a tirania. Este temperamento revela ditadores atrás de suas máscaras simpáticas, atenciosas e frágeis.

A “máscara” ou persona na Astrologia é o Ascendente: é o nosso “cartão de visitas”, o que queremos compartilhar para os outros a fim de poupar a intemidade e a essência mais profunda. É o recurso que nós temos para lidar com o mundo, o ambiente que nos cerca, além de ser nossa lente ou portal que filtra informações, energias e, até mesmo, ataques psíquicos.

A personalidade Causticum em desequilíbrio enrijece a máscara ou persona a ponto de somatizar paralisias diversas e câimbras, por exemplo.

De acordo com Rüdiger Dahlke (“A Doença como Símbolo”), a paralisia do nervo facial representa uma “guinada numa camada profunda do ser: deixar ‘cair a máscara'(…) racham-se todas as fachadas, fica fora de controle”.

A epilepsia, outro sintoma de Causticum desequilibrado, é a “descarga de fortes tensões internas (elétricas)…o acúmulo interno descarrega-se em ondas espasmódicas de combate.” Dahlke também lembra que a epilepsia era considerada uma “doença sagrada” (morbus sacer) ou “superior”, pois aquele que a manifestava parecia estar sob comando de uma força superior, sobre-humana ou possessão. “Dostoiéviski descrevia como uma ‘ruptura do acontecer estático no mundo cotidiano, anunciada por uma aura forte demais para a alma, fugindo de sua salvação” . É a “visão direta de Deus” ou do self quântico, essencial, sem máscaras e dualidade sujeito-objeto.

O mapa astrológico de Fyodor Dostoiévsky é um bom exemplo de um potencial para Causticum. Além da epilepsia, suas obras revelam exemplos de um caráter de quem compartilha e se solidariza com as mazelas da Humanidade com Sol em Escorpião – signo do elemento Água, ligado às emoções e sentimentos, na 11ª casa cujo assunto é correlato à comunidade e aos ideais). Alquimizando signo com casa, temos um indivíduo com potencial de transformar a sociedade onde vive! Entretanto, o que mais nos chama à atenção são os vários astros e aspectos interferindo em seu ascendente em Sagitário: para começar, a oposição entre a Lua em Gêmeos e Mercúrio conjunto ao ASC, cuja tendência é uma extrema ansiedade, irritação, confusão mental que podem ser gatilhos para as convulsões típicas da epilepsia quando sua opinião (Mercúrio) não é levada em consideração. Urano e Vênus em Capricórnio também na região do mapa envolvido com o ASC revelam o revolucionário e reforça a preocupação com as questões sociais. Mas Plutão no final de Peixes em aspecto tenso com Vênus e Urano é o fator manipulador, controlador que torna-se destrutivo quando não consegue o que deseja.

Outra característica marcante da personalidade Causticum é a sensibilidade. A predominância energética dos signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes) e seus regentes faz com que necessitem de proteção e segurança já que seu temperamento fleumático é mais sensível ainda nas mudanças de temperatura, especialmente, no resfriamento. Até suas dores são sentidas como “em carne viva” – como são transmitidas magistralmente pelos livros do escritor russo.

Medos também fazem parte desta personalidade que sempre está à espera de alguma catástrofe. Indivíduos muito controladores e rígidos sempre estão na defensiva contra qualquer situação que os tire do controle, pois já sofreram traumas psíquicos ou perdas na infância que estão reclusos no inconsciente. A Lua no mapa natal de tais indivíduos sempre recebe o aspecto tenso de Netuno ou Plutão. O indivíduo fleumático ou lunar é sensível, vulnerável e adora usar este recurso para chantagens emocionais.

Bibliografia:
“Matéria Médica Homeopática Interpretada” de Carlos Brunini e Mário Sérgio Giorgi;
“Homeopatia Metafísica Repertorizada” de José Alberto Moreno;
“Os Sintomas Mentais em Homeopatia” de Robert Dufilho
“A Doença como Símbolo” de Rüdiger Dahlke